Por que estamos construindo a Seferu
O problema
O mercado de crédito empresarial é grande e fragmentado. De um lado, empresas que precisam de capital. Do outro, bancos, FIDCs, securitizadoras, cooperativas e fintechs procurando bons ativos. No meio está uma pessoa: um broker, um correspondente, um consultor, um contador, um assessor. Alguém que conhece a empresa e sabe quem pode financiá-la.
Essa pessoa trabalha dentro do WhatsApp, do e-mail e da planilha. O balancete pedido há três semanas está perdido em algum thread. A submissão vai para uma instituição que nunca ia aprovar. E a operação que se perdeu quase nunca levou um não — ela parou de andar, e ninguém percebeu a tempo.
Como o trabalho não deixa registro, ele não pode ser passado para um sócio, nem defendido quando alguém é tirado da relação, nem transferido. Anos de originação acabam não valendo nada fora da cabeça de quem originou.
A ideia
Não estamos construindo mais um CRM. CRM registra uma venda: contato, proposta, fechamento. Originar não é vender. É montar um dossiê sobre uma empresa — documentos que vencem, várias pessoas envolvidas, um comitê de crédito do outro lado e exigências que mudam de uma instituição para outra.
Por isso estamos construindo o lugar onde a operação existe por conta própria. Quem apresentou a empresa, e quando. Os documentos presos à operação, em vez de espalhados em caixas de entrada. O histórico do que foi submetido, para quem e em que data.
Organizamos o processo antes de automatizá-lo. Software depois, inteligência por último — e só onde ela se justifica.
No que estamos focados
Um originador por vez. Antes de existir qualquer rede, a Seferu precisa ser útil para um único escritório tocando as próprias operações com as instituições com que já trabalha.
Não decidimos crédito. Essa decisão é da instituição, e vai continuar sendo. Não movimentamos dinheiro e não somos um banco. O que fazemos é tornar a originação verificável.
Cada operação deve tornar a próxima mais fácil.