Existe um problema que eu enfrento há anos e que provavelmente você também enfrenta.
Não importa se você está construindo uma pequena empresa, uma startup ou um negócio que já fatura milhões. Podemos criar bons produtos, contratar boas pessoas, construir marcas interessantes e fazer praticamente tudo certo.
Mas, no fim, sempre esbarramos na mesma coisa: a distribuição.
Construir algo bom é difícil. Fazer com que as pessoas certas descubram que aquilo existe pode ser ainda mais.
Marketing é caro, complicado e, para piorar, um mercado cheio de profissionais que prometem resultados extraordinários e frequentemente entregam muito pouco.
Os canais mudam o tempo todo: as plataformas ajustam suas regras, os algoritmos decidem quem merece atenção e, quando parece que finalmente encontramos um canal que funciona, alguma coisa muda.
Você provavelmente conhece essa história.
O curioso é que, mesmo tendo construído uma audiência de mais de 600 mil leitores, eu nunca deixei de enfrentar esse problema.
Nos últimos anos, estive envolvido na construção de empresas e projetos no mercado financeiro e na mídia, principalmente no jornalismo.
E, em praticamente todos eles, a coisa mais difícil nunca foi construir o produto. Foi encontrar uma maneira eficiente, previsível e economicamente viável de fazê-lo chegar às pessoas certas.
Eu sempre participei diretamente desse trabalho. Testei canais, estratégias, ferramentas e fornecedores. Gastei dinheiro, perdi tempo e aprendi algumas coisas do jeito mais caro possível.
Até que comecei a perceber uma mudança importante.
As pessoas estavam começando a procurar empresas de uma maneira completamente diferente.
Em vez de pesquisar no Google, abrir dez abas e comparar fornecedores, elas começaram a simplesmente perguntar para uma inteligência artificial.
Qual empresa resolve determinado problema? Qual serviço contratar? Qual produto é mais adequado para determinada necessidade?
E a inteligência artificial passou a fazer algo que antes dependia de anúncios, vendedores, influenciadores e mecanismos de busca: recomendar empresas.
Foi quando me fiz uma pergunta bastante simples:
E se, em vez de disputar a atenção das pessoas, conseguíssemos fazer com que nossa empresa fosse considerada pela inteligência artificial justamente quando alguém estivesse procurando uma solução como a nossa?
Comecei a trabalhar nisso.
A ideia era construir um mecanismo que aumentasse a presença da nossa empresa nas respostas das inteligências artificiais, melhorasse a qualidade das informações que elas encontravam sobre nós e, principalmente, nos colocasse diante de potenciais clientes no momento em que demonstrassem uma necessidade real.
Não se tratava apenas de aparecer mais. Tratava-se de aparecer no contexto certo.
Os primeiros resultados me fizeram prestar atenção.
Começamos a atrair visitantes com uma intenção muito mais clara, pessoas que já estavam procurando exatamente o tipo de solução que oferecíamos.
Também descobrimos algo igualmente importante: poderíamos trabalhar de maneira muito mais estruturada a forma como nossa empresa era apresentada e compreendida por esses sistemas.
Aquilo que havia começado como uma tentativa de resolver um problema interno estava se tornando algo maior.
Passei a testar o mecanismo em outras empresas, de diferentes setores, procurando entender o que funcionava, o que não funcionava e, sobretudo, se os resultados poderiam ser reproduzidos.
Esse trabalho já dura cerca de dois anos.
E foi justamente aí que me vi diante de uma decisão que não esperava precisar tomar.
O que construímos para distribuir nossos próprios produtos estava se tornando um produto por si só.
Durante muito tempo, pensei no marketing como uma dificuldade necessária para construir as empresas que realmente queria construir.
Agora percebo que foram justamente esses anos enfrentando problemas de distribuição que me colocaram na posição de tentar resolver um dos grandes desafios das empresas na era da inteligência artificial.
Por isso, decidi transformar esse trabalho em um negócio.
E é essa a notícia que queria compartilhar com você.
Se você acompanha o que escrevo há algum tempo, sabe que nunca tratei essa relação como um canal para vender produtos.
Durante todos esses anos, nunca tentei transformar sua atenção em uma oportunidade comercial a qualquer custo.
Sempre acreditei que, se um dia tivesse algo que realmente pudesse entregar valor aos meus leitores, faria sentido apresentá-lo.
Acredito que esse momento chegou.
Não vou colocar aqui um botão de compra, uma oferta com prazo para acabar ou uma página cheia de promessas.
Quero apenas mostrar o que construímos e deixar que você tire suas próprias conclusões.
Talvez isso não resolva todos os problemas de marketing de uma empresa.
Mas acredito que estamos diante de uma mudança profunda na maneira como as pessoas descobrem, avaliam e escolhem de quem comprar.
E, pela primeira vez em muito tempo, estou mais interessado em resolver o problema da distribuição do que em simplesmente encontrar outra maneira de conviver com ele.
Leo Bentier